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Policiais denunciam escala de trabalho desumana após tragédia com PM em Manaus

A morte do soldado da Polícia Militar R.A, que tirou a própria vida em frente ao Comando de Policiamento da Área Leste (CPA-Leste) em Manaus, trouxe à tona a indignação e o desespero de seus colegas de farda. A tragédia, ocorrida na Delegacia Especializada em Apuração de Atos Infracionais (DEAT) e Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), no pátio externo, acendeu um alerta sobre as condições de trabalho a que são submetidos os policiais militares, especialmente os recém-formados.

“Até quando?”, questionam os amigos do soldado R.A, descrito como exemplar, cheio de sonhos e ambições. A comoção pela perda se mistura à revolta contra o que classificam como uma escala de trabalho desumana. Soldados da turma 2023-2024, da qual a vítima fazia parte, divulgaram uma denúncia anônima expondo a situação.

Segundo o relato, a turma tem enfrentado uma série de dificuldades desde o início, com descumprimento do edital do concurso, problemas com a alimentação durante o curso de formação, atraso na promoção e não pagamento do retroativo referente a ela. A principal queixa, porém, concentra-se na escala de serviço: 5×2, ou seja, cinco dias de trabalho para dois de folga.

Essa escala, de acordo com os policiais, é destinada a funções administrativas, mas está sendo imposta a eles, que realizam policiamento ostensivo a pé, equipados e expostos ao sol e à chuva, sem folga em feriados. Eles argumentam que o policiamento a pé não é recomendado por mais de seis horas seguidas, nem por mais de dois dias consecutivos, sendo a escala ideal 2×2 (dois dias de trabalho para dois de folga).

A denúncia também aponta o desejo de diversos policiais de retornarem ao interior do estado, para perto de suas famílias, mas alegam que estão sendo impedidos por uma orientação do governo. “Queremos soluções e não promessas”, afirmam, temendo novas tragédias. “Infelizmente o nosso irmão se foi, mas não queremos perder mais ninguém. Queremos estar melhor para fazer o melhor pelo nosso Estado e pela nossa população.”

A exaustão causada pela escala de trabalho é apontada pelos colegas como um possível fator que contribuiu para o ato extremo do soldado R.A. A Polícia Militar do Amazonas até o momento ainda não se pronunciou oficialmente sobre as denúncias.

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