Dois militares das Forças Armadas, de 27 e 28 anos, foram presos suspeitos de aplicar golpes em um banco que causaram um prejuízo de mais de R$ 5 milhões. Uma das prisões ocorreu dentro de um motel em Manaus. Além disso, a dupla que teve a identidade preservada pela polícia, também cometia o crime de lavagem de dinheiro logo após a aplicação das fraudes.
Conforme o delegado Ivo Martins, os homens foram identificados a partir da prisão de outro militar em São Paulo que ensinou o golpe para eles. O mesmo consistia em realizar compras de altos valores na internet para ganhar cashbacks e em seguida, cancelar os pagamentos.
“Várias compras eram realizadas através de cartão de crédito, valores que atingiram a monta de R$ 5 milhões só nos meses de junho e julho, para em seguida, a cada compra, o cancelamento ser efetivado e gerar o que se chama de cashback. Esse cashback era inserido nas respectivas contas correntes e transformado em dinheiro lesando a instituição bancária em várias dezenas de milhares de reais”, explica o delegado Ivo Martins, do 19º DIP.
A Polícia de São Paulo também colaborou concedendo informações sobre o primeiro militar preso, que teria sido o mentor da dupla. “Um cidadão, que serviu aqui, foi preso no estado de São Paulo. Lá foi possível identificar a atuação dessa organização criminosa voltada para essa prática. Tivemos contato com o delegado Pedro, da delegacia de São Paulo que prendeu o cidadão, e ele nos forneceu todos os subsídios que nos permitiu entender todo o engenho criminoso que eles faziam”, diz Ivo.Diante das informações, a polícia avançou nas investigações sobre as transações bancárias sob o comando do delegado Denis Pinho. A equipe coletou provas para solicitar os mandados de prisão, que foram cumpridos nesta quinta-feira. A dupla confessou o crime.
“Eles aprenderam com o cidadão de São Paulo (…) As movimentações foram grotescas, muito altas e chamaram a atenção das autoridades. Um foi preso em casa, não apresentou nenhum tipo de resistência, inclusive falou como eles faziam os golpes. O outro, falamos com ele para se apresentar espontaneamente, mas ele se furtou à essa possibilidade, ocasião em que fizemos a prisão dele à noite, enquanto ele se escondia em um motel aqui da cidade”.Todo o dinheiro arrecadado com golpes foram usados na compra de bens , como forma de lavagem de dinheiro. “Com os cashbacks gerados pelas comprar fraudulentas, eles lavavam, inseriam em outras espécies, clubes de milhagem, compras em sites”, ressalta.
A polícia vai seguir com as investigações porque os militares podem ter feito outras empresas vítimas. Os dois vão responder por estelionato eletrônico e lavagem de dinheiro perante à Justiça comum.
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