A cheia do Rio Purus, que banha o município de Lábrea, levou o Ministério Público do Amazonas (MPAM) a cobrar providências das autoridades municipais e estaduais para prevenir danos à população. A promotoria instaurou um procedimento para acompanhar a situação e avaliar as medidas adotadas pelo poder público.
O MP solicitou que a Prefeitura de Lábrea e a Casa Civil do Governo do Estado informem, no prazo de 10 dias, detalhes sobre o nível atual do rio, possíveis áreas afetadas por inundação, ações preventivas adotadas e se existe um plano de contingência para enfrentar a cheia. Também foi pedido levantamento sobre quantas famílias podem ser impactadas.
A Defesa Civil municipal também deverá apresentar dados atualizados sobre o monitoramento da cheia e as medidas de resposta adotadas para reduzir riscos à população.
De acordo com informações da Defesa Civil divulgadas nesta terça-feira (10), 14 municípios do Amazonas estão em estado de alerta para inundações. Outros cinco já estão em situação de emergência: Atalaia do Norte, Boca do Acre, Carauari, Eirunepé e Itamarati.
O Ministério Público afirmou que acompanha o caso para garantir que medidas preventivas sejam adotadas e que os serviços públicos funcionem adequadamente para proteger as comunidades que vivem nas áreas mais vulneráveis às cheias.
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