A Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) prorrogou até sexta-feira (26) o prazo de inscrições para o processo seletivo de estágio de graduação exclusivo para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Inicialmente previsto para encerrar em 22 de setembro, o prazo foi ampliado para garantir que mais estudantes possam participar da iniciativa.
O anúncio foi feito pelo diretor da Escola Superior da Defensoria (Esudpam), o defensor público Helom Nunes, durante agenda institucional na Semana de Inclusão, em Tefé. “Na Defensoria, o nosso coração também é azul. Essa é uma oportunidade de receber estagiários autistas, fortalecer a inclusão e construir uma instituição cada vez mais diversa e justa”, afirmou.
O processo seletivo integra o projeto “Nosso Coração Também é Azul”, lançado em 2019, que se consolidou como pioneiro no Brasil ao oferecer oportunidades de estágio a estudantes autistas com acompanhamento multiprofissional. Além de preencher três vagas, o edital prevê formação de cadastro reserva e inclui acompanhamento psicossocial periódico dos estagiários durante o período de atuação na instituição.
A bolsa é de R$ 1.050,54, somada a R$ 220,00 de auxílio-transporte, com carga horária de 20 horas semanais.
Como participar
Para se inscrever, é necessário estar matriculado em curso de graduação a partir do 5º período, em instituição reconhecida pelo MEC. Os interessados devem enviar, até sexta-feira (26), os seguintes documentos digitalizados para o e-mail psicologiacea@defensoria.am.def.br: documento de identificação com foto, currículo, histórico escolar, declaração de matrícula e laudo médico de suporte nível 1.
A seleção será realizada pelo Centro de Estágio Acadêmico (CEA), com análise de histórico escolar, currículo e entrevista. Em caso de experiência acadêmica em projetos de extensão ou pesquisa, esses elementos também serão considerados.
Com o projeto, a Defensoria reafirma o compromisso de promover inclusão, diversidade e igualdade de oportunidades. Para o Defensor Público Geral, Rafael Barbosa, a iniciativa preserva o legado da defensora Flávia Lopes (in memoriam), criadora do programa. “A retomada do projeto confirma o compromisso da Defensoria com a inclusão e o acolhimento, que são forças transformadoras da nossa instituição”, destacou.
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