O Ministério Público Eleitoral (MPE) da Comarca do município de Japurá instaurou, nesta sexta-feira, 4/10, uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) contra a coligação “O Progresso Continua”, do atual prefeito Vanilso Monteiro, e sua candidata a vice, Madalena da Silva Cardoso. A ação visa apurar possíveis irregularidades no transporte de eleitores e suposto abuso de poder econômico durante o período que antecede as eleições municipais, marcadas para domingo, 6/10.
A suspeita surgiu quando a Promotoria averiguou que, entre os dias 4 e 9 de outubro, o transporte de passageiros de Japurá para outras cidades estaria suspenso. Isso porque todas as lanchas rápidas, que são o principal meio de transporte da região, aparentemente foram “fretadas” — ou seja, alugadas em grande número, o que dificultaria o acesso dos eleitores ao local de votação.
Além disso, o Ministério Público recebeu denúncias de que, no dia 1º de outubro, vários eleitores do município de Tefé, que não são moradores de Japurá, foram levados para a cidade para votar. Esses eleitores estariam hospedados em uma igreja local, a Igreja Pentecostal Herdeiros da Graça de Deus, que tem como responsável o candidato Francisco Raimundo Sampaio Ribeiro, conhecido como “Pastor Guilherme”. Ele faz parte da mesma coligação do prefeito Vanilso, que busca a reeleição.
Segundo a denúncia, a Prefeitura de Japurá fez uma licitação de R$ 2,7 milhões para comprar passagens fluviais para o transporte de passageiros, com o objetivo de atender a “necessidades administrativas”. No entanto, isso levanta suspeitas de que as lanchas tenham sido usadas para transportar eleitores de forma irregular, o que seria considerado uma violação das regras eleitorais.
Diante disso, o Ministério Público entrou com uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), que busca descobrir se houve abuso de poder econômico e captação de votos de maneira ilegal. Caso as irregularidades sejam confirmadas, a Justiça pode cassar o registro dos candidatos envolvidos e até torná-los inelegíveis por até oito anos, de acordo com a lei eleitoral. O Ministério Público também pediu à Prefeitura de Japurá e às empresas de transporte fluvial que expliquem o que ocorreu com as passagens e se houve algum contrato irregular. Se ficar comprovado que houve fraude ou abuso, os candidatos podem perder seus direitos políticos e a eleição poderá ser invalidada.
O prefeito eleito de Manaquiri nas eleições de 2024, Nelson Pereira da Silva, conhecido como…
O Amazonas começou a aplicar um imunobiológico voltado à prevenção de infecções graves causadas pelo…
O Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (TRT-11), que atende os estados do Amazonas…
A Polícia Federal deflagrou, nesta sexta-feira (6), a Operação Sine Consensu para investigar possíveis irregularidades…
A subida do nível dos rios no Amazonas já provoca impactos em diversos municípios do…
Um homem de idade avançada morreu depois de passar mal dentro de um motel localizado…
This website uses cookies.