A Polícia Federal (PF) concluiu, na manhã desta quarta-feira, o inquérito da Operação Tupinambarana Liberta, deflagrada em 3 de outubro de 2024, que investigou um esquema de corrupção eleitoral em Parintins, no Amazonas. Cinco agentes públicos foram formalmente indiciados por crimes de organização criminosa, corrupção eleitoral e abolição do Estado Democrático de Direito, com penas que podem ultrapassar 20 anos de reclusão.
A investigação revelou que o grupo utilizou a estrutura do governo estadual, incluindo membros da Polícia Militar, para favorecer a candidatura de Brena Dianná (União Brasil) à Prefeitura de Parintins. As práticas incluíram compra de votos, coerção de eleitores e monitoramento de adversários políticos e até de equipes da própria PF, com o objetivo de obstruir as investigações.
O inquérito teve início após denúncia do Ministério Público Eleitoral (MPE) em 16 de setembro de 2024, que apontou indícios de ameaças por líderes comunitários ligados a uma facção criminosa nacional. Esses líderes teriam proibido o acesso de candidatos a certos bairros e restringido a circulação em áreas específicas da cidade, com a conivência de agentes públicos.
Um vídeo, registrado em 2 de agosto de 2024, na residência de Adriana Cidade, irmã do deputado estadual Roberto Cidade, foi peça-chave na investigação. As imagens mostram ex-secretários estaduais, como Fabrício Rogério Barbosa (Administração), Marcos Apolo Muniz de Araújo (Cultura e Economia Criativa), e o ex-diretor da Cosama, Armando do Vale, junto a policiais militares, discutindo estratégias para manipular o pleito, incluindo a compra de votos e a intimidação de eleitores.
A Operação Tupinambarana Liberta mobilizou cerca de 50 policiais federais, que cumpriram cinco mandados de busca e apreensão em Manaus. A Justiça Eleitoral determinou a proibição de acesso dos investigados a Parintins e o contato entre eles ou com coligações partidárias. A Corregedoria da Polícia Militar do Amazonas acompanhou as ações contra os policiais envolvidos.
Os indiciados, que incluem também o tenente-coronel Jackson Ribeiro e o capitão Guilherme Navarro, da Rocam, foram exonerados pelo governo do Amazonas em 2 de outubro de 2024, após pressão pública. O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público Eleitoral, que decidirá sobre as medidas judiciais. O governo estadual afirmou que as exonerações visam garantir a lisura das investigações.
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