A Prefeitura de Humaitá oficializou uma demissão em massa de servidores da rede municipal de ensino, após a publicação do Decreto Municipal nº 254/2025, assinado pelo prefeito José Cidenei Lobo do Nascimento, o Dedei Lobo, no dia 12 de dezembro. A medida determina a suspensão, por período indeterminado, dos contratos do Processo Seletivo Simplificado (PSS) e atinge 622 trabalhadores, segundo apuração com base no anexo nominal publicado no Diário Oficial.
Do total de servidores afetados, 326 são contratados por meio do Processos Seletivos – Edital 002/2024 e Edital 001/2025, enquanto 296 possuem outros tipos de vínculo temporário, todos ligados à estrutura da educação municipal.
A decisão ocorre às vésperas do recesso de fim de ano e provocou indignação entre servidores e parlamentares, principalmente pelo impacto social da medida. Muitos dos trabalhadores passaram todo o ano letivo em atividade e foram surpreendidos com a suspensão dos contratos em dezembro, período tradicionalmente marcado por despesas extras das famílias.
Reação na Câmara: “Isso é vergonhoso”
Durante sessão na Câmara Municipal, o vereador Dr. Amadeu Neto fez um pronunciamento contundente contra a gestão municipal, classificando a medida como injusta e desumana. Em discurso emocionado, o parlamentar destacou o sofrimento das famílias atingidas e cobrou posicionamento do Legislativo.
O vereador também denunciou o que chamou de “pacto de silêncio”, relatando que servidores estariam sendo orientados a não questionar a decisão sob risco de não serem recontratados.
“É vergonhoso ver pai de família e mãe de família que trabalharam o ano inteiro chegarem a esse momento e serem desligados, sem receber o seu dinheiro. São mais de 600 pessoas angustiadas dentro de casa, no silêncio, com medo de reclamar e não voltar ao trabalho”, afirmou.
Em outro trecho, o parlamentar questionou o planejamento orçamentário da prefeitura e a ausência de previsão para pagamento dos trabalhadores nos meses seguintes.
“O orçamento que vamos votar só garante pagamento até novembro? Dezembro não recebe, fevereiro não recebe, março não recebe? Isso é inaceitável para esta Casa”, criticou. A lista inclui professores dos níveis I e II, cuidadores educacionais, auxiliares de desenvolvimento infantil, serventes de limpeza, merendeiros, monitores de transporte escolar, pedagogos e agentes de portaria, profissionais que atuam diretamente no funcionamento das escolas da rede pública.
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