A entrega de moradias do programa Minha Casa, Minha Vida em Manaus passou a levantar questionamentos sobre os critérios utilizados para escolher as famílias beneficiadas. A iniciativa da Prefeitura prevê a doação de casas para mais de 500 famílias, em meio ao período eleitoral.
O ponto que chama atenção é que as regras estabelecidas pela Secretaria Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários (Semhaf) não preveem auditoria externa para acompanhar o processo de seleção dos beneficiários. Caso surjam situações não previstas nas normas, a própria secretaria fica responsável por decidir como resolver os casos.
As diretrizes foram definidas em uma portaria publicada em 2025, que determina que a documentação das famílias seja analisada pela Semhaf e depois enviada à Caixa Econômica Federal, responsável pela verificação final dentro das regras do programa.
O empreendimento habitacional faz parte de um contrato firmado em 2024 para a construção de 1.248 unidades habitacionais, com investimento total de cerca de R$ 206,4 milhões provenientes do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR).
A ausência de mecanismos independentes de fiscalização e a concentração das decisões na própria gestão municipal têm gerado críticas e levantado dúvidas sobre a transparência do processo de escolha dos beneficiários.
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