A Polícia Civil do Amazonas investiga a possibilidade de que um vídeo apresentado pela defesa de uma médica, no caso da morte do menino Benício, tenha sido adulterado para induzir a Justiça ao erro.
De acordo com as investigações, o material foi utilizado para sustentar a tese de que houve falha no sistema de prescrição do hospital. No entanto, análises técnicas e provas coletadas indicam que o conteúdo pode não retratar a realidade do atendimento.
Segundo o delegado responsável pelo caso, mensagens encontradas no celular da médica apontam que o vídeo teria sido produzido com ajuda de terceiros e possivelmente mediante pagamento. A suspeita é de que o material tenha sido manipulado fora do ambiente hospitalar para simular erro no sistema.
Perícias realizadas não identificaram falhas no sistema utilizado pelo hospital, o que reforça a linha de investigação de que o erro pode ter ocorrido na conduta médica, e não por problemas técnicos.
Diante dos indícios, a polícia avalia incluir o crime de fraude processual no inquérito, que já apura a morte da criança após a administração inadequada de medicação. As investigações seguem em fase final, aguardando a conclusão de laudos periciais.
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