Evento marcado para 4 de agosto mantém aberta a janela para novas articulações. Nos bastidores, interlocutores avaliam que aproximação entre grupo liderado por Roberto Cidade e a sigla do ex-presidente Jair Bolsonaro não estaria totalmente descartada
A decisão da Federação União Progressista de realizar sua convenção partidária, no dia 4 de agosto, movimentou os bastidores da política amazonense e ampliou as especulações sobre a possibilidade de novas composições antes da definição oficial das chapas.
Embora a federação já tenha confirmado a pré-candidatura do governador Roberto Cidade para o Governo do Amazonas e a pré-candidatura do ex-governador Wilson Lima ao Senado, interlocutores avaliam que o prazo escolhido para a homologação das candidaturas preserva espaço para eventuais negociações de última hora.
As especulações ganham força em meio ao cenário vivido pelo Partido Liberal no Amazonas. A sigla do ex-presidente Jair Bolsonaro atravessa um período de disputas internas e divergências entre suas principais lideranças.
Parlamentares que integravam a base da pré-candidatura da empresária Maria do Carmo Seffair passaram a demonstrar publicamente a aproximação com Roberto Cidade, caso dos deputados Delegado Péricles, Cabo Maciel e Débora Menezes.
Outro fator observado por analistas políticos é a falta de sintonia entre as lideranças da legenda, incluindo divergências envolvendo a direção estadual do partido, Alfredo Nascimento, e a ausência de agendas conjuntas que evidenciam falta de unidade em torno do projeto eleitoral do PL.
Considerando este contexto, agentes políticos avaliam a possibilidade de parte da direita amazonense buscar uma aliança com Roberto Cidade, que cresce cada vez mais nas pesquisas. Assim, o PL, finalmente, poderá alcançar espaço no Poder Executivo do Amazonas.
Até o momento, entretanto, não há qualquer declaração oficial de negociação ou acordo entre a União Progressista e o PL. O governador ainda terá cerca de 20 dias para efetivar ajustes políticos até a formalização da chapa.
Caso a composição ocorra, haverá um rebuliço na disputa eleitoral, colocando em risco as demais candidaturas que também enfrentam desafios. O senador e ex-governador Omar Aziz tem um passado marcado por denúncias, investigações e obras com suspeita de superfaturamento. O ex-prefeito de Manaus, David Almeida, também luta contra o alto índice de rejeição e escândalos de ostentação de riqueza sem comprovação de renda ou origem de recursos.
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