O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) passou a classificar o pirarucu como espécie exótica invasora em regiões fora da Amazônia, o que provocou forte repercussão entre produtores e representantes da piscicultura.
A medida faz parte de uma normativa recente que autoriza, inclusive, o abate do peixe nessas áreas, como forma de controle ambiental. O objetivo é evitar impactos negativos sobre espécies nativas e o equilíbrio dos ecossistemas locais.
Segundo o órgão ambiental, quando introduzido fora de seu habitat natural, o pirarucu pode se tornar uma ameaça à biodiversidade, competindo com outras espécies e alterando o ambiente aquático.
A decisão, no entanto, gerou críticas de setores produtivos, que temem prejuízos econômicos e insegurança jurídica. Produtores argumentam que o peixe possui grande importância comercial e que mudanças regulatórias podem afetar toda a cadeia da aquicultura no país.
Representantes do setor também defendem maior diálogo com o governo e questionam os critérios técnicos utilizados na classificação, alegando que a atividade já segue práticas de manejo controlado.
O tema deve continuar em debate, envolvendo órgãos ambientais, produtores e especialistas, diante do impacto ambiental e econômico da medida.
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