A Justiça do Amazonas iniciou o julgamento de 28 pessoas acusadas de participação em um esquema de corrupção dentro do Departamento Estadual de Trânsito do Amazonas (Detran-AM). O grupo é investigado na Operação Sanguessuga, que apontou um prejuízo estimado em mais de R$ 30 milhões aos cofres públicos.
Entre os réus estão servidores do órgão, estagiários e despachantes suspeitos de integrar uma organização criminosa que atuava na fraude de documentos de veículos adquiridos com incentivos fiscais da Zona Franca de Manaus.
Segundo as investigações, o esquema consistia em retirar de forma irregular as restrições que impediam a circulação desses veículos fora do Amazonas sem o pagamento de impostos. Com isso, automóveis comprados com descontos tributários eram enviados para outros estados, gerando sonegação fiscal.
As audiências começaram nesta semana na 4ª Vara Criminal de Manaus e devem seguir até sexta-feira (13). Durante essa etapa do processo, estão sendo ouvidas testemunhas de acusação e defesa, além dos interrogatórios dos acusados. Caso sejam condenados, alguns réus podem enfrentar penas que ultrapassam 20 anos de prisão.
As investigações também apontaram evolução patrimonial suspeita de alguns envolvidos, incluindo um servidor que, apesar de ter salário modesto, mantinha veículos de luxo e viagens internacionais. Parte dos investigados responde ao processo em liberdade enquanto aguardam a decisão da Justiça.
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