Prefeitura de Novo Aripuanã vira alvo de investigação por irregularidades em obras e transporte escolar
A Prefeitura de Novo Aripuanã passou a ser investigada por suspeitas de irregularidades administrativas envolvendo contratos de obras públicas e serviços de transporte escolar. As apurações foram formalizadas após denúncias apresentadas por vereadores do município e já constam em processos analisados pelo Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM).
Um dos principais focos da investigação está relacionado a contratos de infraestrutura que, segundo as denúncias, não teriam sido executados conforme o previsto, apesar da existência de acordos firmados e possíveis pagamentos realizados. Entre os problemas apontados estão obras de saneamento e drenagem paradas, que têm causado alagamentos frequentes, prejuízos materiais e riscos à saúde da população.
Outra frente considerada crítica envolve o transporte escolar. De acordo com os relatos, estudantes estariam sendo transportados em condições inadequadas e até perigosas, incluindo embarcações sem itens de segurança, veículos superlotados e ônibus em situação precária. Há denúncias de vans com capacidade para poucos passageiros transportando dezenas de alunos, além do uso de meios improvisados em áreas mais afastadas.
As denúncias também indicam falhas na gestão de recursos públicos, incluindo suspeitas de pagamentos por serviços não realizados e possíveis irregularidades na aplicação de verbas da educação. Em alguns casos, há questionamentos sobre a compra de veículos escolares que não estariam sendo utilizados por falta de estrutura adequada, como motoristas.
Além do Executivo municipal, parte das investigações também alcança o Legislativo local, com apuração de possíveis gastos irregulares, como pagamentos por combustível que não teria sido efetivamente utilizado.
Embora medidas cautelares não tenham sido adotadas neste momento, os processos foram considerados aptos para investigação e seguem em tramitação. O caso pode resultar em responsabilização de gestores caso as irregularidades sejam confirmadas, além de possíveis sanções administrativas e devolução de recursos aos cofres públicos.

