
O avanço da estiagem no Amazonas volta a aumentar a preocupação com os impactos da redução do nível dos rios sobre a fauna aquática, especialmente em áreas do interior do estado.
Diante desse cenário, uma proposta em discussão na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) prevê a adoção de medidas emergenciais para proteger animais de água doce durante períodos de seca severa.
Entre as ações previstas estão estratégias para resgate e proteção de animais em áreas críticas, acompanhamento das condições ambientais e medidas emergenciais em regiões que possam ficar isoladas ou apresentar redução acentuada do volume de água.
A preocupação tem como um dos principais exemplos o Lago Tefé, no Médio Solimões. Em 2023, a região registrou uma grave mortandade de botos durante a seca extrema, episódio que ganhou repercussão nacional e internacional e mobilizou pesquisadores e instituições ambientais.
Com a vazante avançando novamente em diferentes regiões do Amazonas, órgãos responsáveis pelo acompanhamento hidrológico seguem observando o comportamento dos rios e os possíveis impactos sobre comunidades ribeirinhas e animais.
A situação reforça a importância do monitoramento principalmente em Tefé e municípios do interior, onde rios, lagos e igarapés têm papel fundamental tanto para a biodiversidade quanto para o deslocamento e a subsistência da população.

