Pesquisadores e moradores da região de Tefé estão intensificando o monitoramento de lagos amazônicos diante do risco de uma nova seca severa e de temperaturas elevadas na água.
A iniciativa faz parte do projeto Lagos Sentinela da Amazônia, que acompanha em tempo real indicadores como temperatura e níveis de oxigênio em ambientes considerados vulneráveis. A intenção é identificar situações críticas com antecedência e permitir ações emergenciais para proteger botos e outros animais aquáticos.
O trabalho ganha importância após a mortandade registrada anteriormente nos lagos de Tefé e Coari, quando mais de 300 botos morreram em meio ao aumento extremo da temperatura da água.
Segundo o pesquisador Ayan Fleischmann, do Instituto Mamirauá, sediado em Tefé, os lagos são especialmente vulneráveis durante períodos de seca devido à menor circulação da água e ao aquecimento mais rápido.
A preocupação aumenta diante das projeções climáticas para a Amazônia e dos possíveis impactos de um novo El Niño.
