O Brasil deverá aumentar as importações de trigo ao longo de 2026, ao mesmo tempo em que diminui a participação da Argentina entre seus principais fornecedores do cereal. A mudança ocorre em meio à busca por preços mais competitivos e maior diversificação de origens para abastecer o mercado interno.
Tradicionalmente dependente do trigo argentino devido à proximidade geográfica e aos acordos comerciais do Mercosul, o país passou a ampliar negociações com produtores de outras regiões, como Rússia, Estados Unidos e Canadá. A estratégia tem como objetivo garantir maior estabilidade no fornecimento e reduzir impactos causados por oscilações climáticas e produtivas nos países vizinhos.
Analistas do setor apontam que a redução das compras da Argentina também está relacionada à menor competitividade do trigo argentino em determinados períodos, além de questões logísticas e cambiais. Com isso, moinhos brasileiros vêm avaliando alternativas para manter custos equilibrados e assegurar o abastecimento da indústria alimentícia.
Apesar da mudança no perfil das importações, a Argentina deve continuar sendo um parceiro relevante para o Brasil no comércio de trigo, embora com participação menor em comparação aos anos anteriores.
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