As buscas pelas sete pessoas desaparecidas após o naufrágio da lancha Lima de Abreu XV continuam nesta segunda-feira (16), em Manaus (AM), apesar das condições adversas enfrentadas pelas equipes de resgate. O acidente ocorreu na última sexta-feira (13) na região do Encontro das Águas, entre os rios Negro e Solimões, durante uma viagem com destino ao município de Nova Olinda do Norte.
O Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) informou que os trabalhos já cobriram mais de 10 km rio abaixo, mobilizando 25 mergulhadores, seis embarcações, drones e um helicóptero na operação. No entanto, fatores naturais — como redemoinhos, correntes fortes, diferenças de densidade entre as águas e chuva intensa — têm dificultado o avanço das buscas, especialmente na tarde de domingo (15), quando as chuvas praticamente suspenderam as atividades em parte do dia.
Para ampliar a ação, foram enviados pelo Governo de São Paulo três equipamentos de sonar subaquático (dois para mapear o leito do rio e um para detectar metais) e militares especializados para trabalhar em conjunto com os bombeiros do Amazonas.
Um posto de atendimento aos familiares das vítimas está funcionando no Porto Privatizado de Manaus, com assistentes sociais e psicólogos oferecendo apoio emocional e informações entre 8 h e 18 h diariamente.
Até o momento, sete pessoas seguem desaparecidas, e dois óbitos foram confirmados desde o naufrágio. Entre os sobreviventes, parte já recebeu alta médica após atendimento em hospitais da rede estadual de saúde.
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