Após a renúncia do governador e do vice, o Amazonas passou a adotar um modelo excepcional para escolher o novo chefe do Executivo estadual. Nesse caso, será realizada uma eleição indireta, na qual o governador temporário será definido pela Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), e não pelo voto direto da população.
Pelas regras, o processo deve ocorrer em até 30 dias após a vacância do cargo. Durante esse período, o presidente da Aleam assume o governo de forma interina e conduz os trâmites necessários, como a definição das normas da eleição, registro de candidaturas e organização da votação entre os deputados estaduais.
Na eleição indireta, apenas os parlamentares têm direito a voto e são responsáveis por escolher o chamado “governador tampão”, que ficará no cargo até a realização de uma nova eleição direta. Para concorrer, é preciso atender requisitos básicos, como ter mais de 30 anos, estar em dia com a Justiça Eleitoral e ser filiado a um partido político.
Além desse processo interno, a população ainda participará de uma eleição direta prevista para outubro, quando será escolhido, por voto popular, o governador que comandará o estado de forma definitiva. A situação é considerada incomum e deve movimentar o cenário político amazonense ao longo de 2026.
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