A Polícia Federal e o Ibama tem feito uma série de operações para combater o garimpo ilegal no Amazonas, sobretudo no município de Humaitá. Recentemente, balsas e dragas foram destruídas ao longo da região do Rio Madeira, onde foram encontradas bases dos garimpeiros e equipamentos utilizados na extração irregular.
O maquinário e as embarcações foram destruídas e a situação gerou revolta em Humaitá. Diante da situação, os garimpeiros começaram a organizar um movimento de resistência armada e chegaram a traçar planos de encurralar as equipes da PF e do Ibama no rio , além de reagir com tiros e foguetes à ação da polícia.
Em grupos no whatsApp, eles também planejaram até invadir a praça da cidade durante a festa de aniversário de 156 anos da cidade, que ocorreu na última terça-feira (13). Felizmente, isso não aconteceu. Por conta disso, a Associação Amazonense de Municípios (AAM) se manifestou e pediu cautela por parte da PF e Ibama. Em nota, a AAM também pediu que as autoridades levem em consideração a realidade local e o impacto dessas ações sobre a vida dos moradores; confira a nota na íntegra.
“A Associação Amazonense de Municípios (AAM) acompanha com atenção e preocupação as recentes operações realizadas pela Polícia Federal e pelo IBAMA no Sul do Amazonas, em especial no município de Humaitá.
A Associação reconhece a importância da fiscalização ambiental e do cumprimento da legislação vigente. No entanto, entende que a atuação do poder público deve sempre considerar as especificidades regionais, o diálogo com as autoridades locais e o impacto direto sobre as populações atingidas, sobretudo em áreas onde o modo de vida tradicional é parte intrínseca da organização social.
No momento em que Humaitá celebra mais um ano de fundação, ações dessa natureza geram apreensão e instabilidade entre os moradores, além de afetar diretamente famílias que vivem da atividade ribeirinha e de práticas reconhecidas historicamente na região amazônica. A Associação reitera que é fundamental garantir a legalidade, mas com sensibilidade social e articulação institucional.
A AAM permanece ao lado dos gestores municipais no compromisso com a ordem, a justiça social e o desenvolvimento sustentável. Acreditamos que a cooperação entre União, estados e municípios é o caminho mais adequado para fortalecer políticas públicas eficientes e respeitosas com a realidade da nossa população”.
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