A “Operação Adolescência Segura”, deflagrada hoje (15), em sete estados do país, prendeu várias pessoas e apreendeu adolescentes que fazem parte de uma organização criminosa que promovia racismo, ataques contra crianças, apologia ao nazismo e vários outros crimes por meio da internet.
A ação foi comandada pela Polícia Civil e ocorreu em São Paulo, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Goiás e Rio Grande do Sul. As investigações começaram no dia 18 de fevereiro, quando um morador de rua foi atacado enquanto dormia e teve 70% do seu corpo queimado por um adolescente que atirou dois coquetéis molotov contra ele.
O crime foi filmado por outro homem e transmitido ao vivo pelas redes sociais. Durante a apuração da polícia, foi descoberto que o caso não foi um crime isolado, mas fazia parte de uma série de outros ataques bárbaros feitos por criminosos que atuavam na internet.
Além desse crime, a polícia descobriu que o grupo fazia apologia ao nazismo, induzia crianças e adolescentes ao suicídio, automutilação, tortura de animais e vários outros crimes que eram propagados por meio de uma plataforma online. Eles também criavam desafios perigosos que eram executados por crianças. Alguns deles levaram vítimas à morte como foi o caso de Sarah Raissa Pereira de Castro, de 8 anos, que faleceu no domingo (13), no Distrito Federal, após inalar desodorante spray.
Crianças e adolescentes eram os principais alvos dos suspeitos. Após meses de investigação, alguns deles foram identificados e presos nesta manhã. O número oficial de prisões ainda não foi divulgado porque a operação está em andamento.
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