A investigação que apura suspeitas de compra de votos para o deputado federal David Almeida (Avante), atualmente prefeito de Manaus, está sem avanços há mais de um ano na Polícia Federal (PF). O inquérito foi instaurado em março de 2025, mas, desde então, não houve novas diligências públicas ou indícios de que a apuração tenha evoluído.
De acordo com fontes ouvidas pela reportagem, a falta de movimentação nas investigações tem gerado questionamentos entre parlamentares e juristas sobre a efetividade das apurações e os possíveis efeitos eleitorais do caso. Em nota, a defesa de David negou quaisquer irregularidades e afirmou que não há provas de que ele tenha participado ou se beneficiado de supostas práticas ilícitas durante o período eleitoral.
A PF não se manifestou oficialmente sobre o andamento do procedimento, que segue sob sigilo. Especialistas ouvidos afirmam que, em apurações complexas como essa, a lentidão pode ocorrer devido à necessidade de análise de documentos e quebra de sigilos, mas ressaltam que a demora também pode enfraquecer a credibilidade do processo.
Até o momento, não há previsão pública de quando novas etapas da investigação serão realizadas ou se o caso deve ser encaminhado à Justiça Eleitoral.
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