Sem respeito: gestão David abandona sepulturas de vítimas da Covid-19
Portaria de instauração do inquérito foi publicada na última sexta-feira, (29), no Diário Oficial do MP-AM. Assinada pelo promotor de Justiça Antônio José Mancilha, o documento aponta que o órgão ministerial entrou em contato com a Secretaria Municipal de Limpeza e Serviços Públicos (Semulsp), mas não obteve resposta sobre o problema denunciado.
Por isto, Mancilha determinou instauração de inquérito para apurar “violação à dignidade humana e ao direito ao sepultamento adequado, no Cemitério Parque Tarumã, situado nesta Capital, em razão da ausência de limpeza e de manutenção do local, principalmente, na região em que foi enterrada a maioria das vítimas da Covid-19”.
Ainda no documento, o promotor solicita que a Semulsp preste os devidos esclarecimentos quanto às irregularidades estruturais indicadas no Cemitério Parque Tarumã.
O descaso com o local não é novidade. Em julho do ano passado, reportagem do GRUPO DIÁRIO DE COMUNICAÇÃO (GDC) apontou abandono do espaço destinado às vítimas da Covid-19.
Na época, matéria identificou túmulos estão tomados pelo mato, sepulturas sem identificação, lixo espalhado e caminhos obstruídos pela vegetação na área destinada às vítimas da Covid-19. A falta de manutenção expõe além do descaso, diversos problemas ambientais e de planejamento.
Prioridades
Recursos para cuidar da estrutura e limpeza local não falta. Em setembro do ano passado, a Semulsp contratou a empresa Magalhães Construções e Serviços Especializados Ltda. para construir um cemitério vertical, dentro do cemitério Nossa Senhora Aparecida, o Cemitério Tarumã, pelo valor de R$ 24,5 milhões.

