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Prefeito de Manaquiri é investigado pela Justiça Eleitoral por suspeita de compra de votos

O prefeito eleito de Manaquiri nas eleições de 2024, Nelson Pereira da Silva, conhecido como Nelson Nilo (MDB), é alvo de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) que apura suspeitas de abuso de poder econômico e político, além de possível compra de votos durante o período eleitoral.

O processo tramita na 23ª Zona Eleitoral, com sede no município de Careiro, e foi movido pela coligação “União por Manaquiri”, formada pelos partidos PMB e União Brasil. A ação aponta a suposta distribuição de cestas básicas a eleitores durante a campanha eleitoral de 2024.

Segundo a denúncia, a investigação gira em torno de uma reunião em que teria ocorrido a entrega em grande quantidade de alimentos. A Justiça Eleitoral busca esclarecer se o encontro teve caráter apenas assistencial ou se foi utilizado como forma de influenciar o voto dos eleitores em favor dos candidatos envolvidos.

A chamada captação ilegal de sufrágio, popularmente conhecida como compra de votos, ocorre quando um candidato oferece ou promete vantagens ao eleitor em troca de apoio nas urnas. Caso as irregularidades sejam confirmadas, a legislação eleitoral prevê punições como cassação do mandato e inelegibilidade por até oito anos.

O processo ganhou novo rumo após o Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) anular uma sentença anterior. A Corte entendeu que houve cerceamento de defesa, pois o pedido de produção de prova testemunhal não havia sido analisado pelo juízo de primeira instância. Com isso, foi determinado o retorno do processo para a fase de instrução.

O Ministério Público Eleitoral também se manifestou defendendo a necessidade de ouvir testemunhas que participaram ou presenciaram o evento investigado. O objetivo é esclarecer se a reunião política ocorreu ao mesmo tempo e no mesmo local da distribuição das cestas básicas.

Após a decisão do TRE-AM, o juiz Geildson de Souza Lima determinou a realização de uma audiência presencial para ouvir as testemunhas indicadas no processo. A sessão foi marcada para 11 de março de 2026, às 13h, na sede da 23ª Zona Eleitoral de Careiro.

A audiência poderá contar com a participação das partes e advogados por videoconferência. Após a coleta dos depoimentos, o processo seguirá para nova análise da Justiça Eleitoral, que deverá decidir sobre a procedência ou não das acusações.

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