Fiocruz alerta para avanço da síndrome respiratória grave em 18 estados e acende sinal de atenção no país
Um novo boletim da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) acendeu o alerta para o aumento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em diversas regiões do Brasil. De acordo com o levantamento, ao menos 18 estados e o Distrito Federal apresentam níveis de alerta, risco ou alto risco, com tendência de crescimento em parte dessas localidades.
Os dados fazem parte do sistema InfoGripe, que monitora a evolução de doenças respiratórias no país. O estudo aponta que o avanço dos casos está diretamente ligado à maior circulação de vírus respiratórios, especialmente o rinovírus, a influenza A e o vírus sincicial respiratório (VSR), que têm impulsionado internações, principalmente entre crianças e idosos.
Segundo especialistas, o cenário preocupa porque o aumento ocorre antes mesmo do período mais crítico dessas doenças, geralmente registrado durante o outono e o inverno. Além disso, a disseminação tem sido favorecida por fatores como retorno às aulas, maior permanência em ambientes fechados e variações climáticas, que facilitam a transmissão dos vírus.
O boletim também destaca que a tendência de crescimento dos casos aparece em grande parte do território nacional, atingindo tanto capitais quanto cidades do interior. Em algumas regiões, o avanço é mais intenso entre crianças e adolescentes, enquanto em outras há maior impacto em adultos e idosos, dependendo do vírus predominante.
Diante desse cenário, a Fiocruz reforça a importância das medidas de prevenção, como vacinação contra gripe e covid-19, uso de máscaras em locais fechados ou com aglomeração e atenção aos primeiros sintomas respiratórios. A recomendação é que pessoas com sinais de gripe evitem contato com outras e busquem orientação médica, principalmente nos casos mais graves.
O aumento dos casos de SRAG reacende o alerta das autoridades de saúde para a necessidade de vigilância constante, já que a doença pode evoluir rapidamente e exigir internação, especialmente entre grupos mais vulneráveis da população.

