Operação Papel Fantasma investiga suspeita de organização criminosa envolvida na produção e comercialização de certidões de nascimento falsificadas.
O vereador Tiago da Silva Ramos (PSDB), do município de Tabatinga, no interior do Amazonas, foi preso preventivamente nesta quarta-feira (14 de outubro), durante a Operação Papel Fantasma, realizada pela Polícia Federal (PF). A ação tem como objetivo desarticular um suposto esquema criminoso de falsificação e comercialização de certidões de nascimento.
Ao todo, a Justiça Federal autorizou o cumprimento de 12 mandados judiciais, sendo cinco de prisão preventiva e sete de busca e apreensão.
As diligências ocorreram em diferentes endereços do município, incluindo residências, o Cartório Extrajudicial do 2º Ofício de Tabatinga e o gabinete do parlamentar na Câmara Municipal.
Como funcionaria o esquema investigado
De acordo com a Polícia Federal, as investigações tiveram início após a identificação de documentos considerados suspeitos, apresentados por pessoas interessadas em obter documentação civil brasileira.
Os investigadores buscam esclarecer a possível atuação de um grupo responsável pela coleta de informações pessoais, negociação de valores e fornecimento de certidões de nascimento falsificadas.
A suspeita é de que esses documentos pudessem ser utilizados para conseguir, de maneira irregular, outros registros civis, acessar serviços públicos e até solicitar benefícios governamentais.
Câmara Municipal se manifesta
Diante da operação, a Câmara Municipal de Tabatinga informou que as investigações estão relacionadas a possíveis condutas individuais do vereador e não possuem ligação com a administração do Poder Legislativo municipal.
A instituição destacou, dessa forma, que os fatos investigados não devem ser atribuídos à Câmara enquanto órgão público.
Investigações continuam
A Polícia Federal segue com os procedimentos investigativos para identificar a extensão do suposto esquema e a possível participação de outras pessoas.
A prisão preventiva é uma medida cautelar determinada pela Justiça e não representa condenação. Os investigados têm direito à ampla defesa e ao contraditório.
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