A campanha de Omar Aziz (PSD) parece ter encontrado uma solução curiosa para o sucesso do adversário: se não consegue criar um hit, tenta proibi-lo. O jurídico do candidato entrou com uma representação para retirar do ar o jingle “C de Cidade”, de Roberto Cidade (União Brasil). A Justiça, porém, rejeitou a tentativa.
O argumento era de que a música teria sido produzida antes de 16 de agosto com recursos de campanha. A acusação não se sustentou. O jingle foi criado internamente ainda na pré-campanha, sem número, pedido de voto ou qualquer elemento proibido pela legislação eleitoral. Letra e melodia nasceram dentro da própria equipe de Comunicação, enquanto os arranjos foram feitos pela produção de rádio já contratada. Não houve custo adicional.
Enquanto os advogados de Omar tentavam silenciar o refrão, “C de Cidade” seguia fazendo exatamente o que um bom jingle deve fazer: conquistando as ruas. A música viralizou, alcançou públicos de todas as idades e transformou o gesto do “C” com as mãos em um dos símbolos mais fortes da campanha, tanto em Manaus quanto no interior.
A ironia é que a ofensiva parte justamente de uma campanha recentemente acusada de copiar o jingle de Ciro Gomes. Na versão amazonense, bastou trocar “Ciro” por “Omar” e “Ceará” por “Amazonas”. Criatividade, pelo visto, não foi o forte.
A lógica da campanha de Omar parece simples: o jingle dos outros pode ser copiado; o que faz sucesso precisa ser retirado do ar. Mas não adiantou. A tentativa fracassou, e o “C de Cidade” continua tocando, viralizando e incomodando.
