Agora, a coligação de Maria do Carmo quer retirar das redes sociais o vídeo em que mães atípicas protestam contra a judicialização dos atendimentos aos seus filhos.
Primeiro, a coligação encabeçada por Maria do Carmo levou à Justiça os CAICs-TEA e os mutirões de saúde destinados a crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista. A iniciativa provocou indignação e aumentou o medo das famílias de que a disputa eleitoral prejudique atendimentos aguardados há meses.
Diante disso, mães atípicas fizeram o que qualquer mãe faria: levantaram a voz para defender seus filhos. Elas protestaram e cobraram que os atendimentos fossem preservados.
Mas, em vez de ouvir essas mulheres e explicar por que decidiu judicializar os mutirões, Maria do Carmo recorreu novamente à Justiça. Desta vez, para tentar retirar das redes sociais o vídeo com o protesto das mães.
É uma sequência grave: primeiro, tenta colocar obstáculos nos atendimentos; depois, tenta silenciar quem denuncia as consequências dessa decisão.
Mães atípicas não são adversárias políticas. São mulheres que enfrentam diariamente filas, dificuldades e uma verdadeira batalha para garantir tratamento, dignidade e qualidade de vida aos seus filhos.
Maria do Carmo precisa entender: não se cala a voz de uma mãe que luta pelo próprio filho.
Em vez de tentar apagar o vídeo, deveria explicar ao Amazonas por que sua coligação decidiu levar à Justiça ações que podem beneficiar milhares de crianças atípicas.
A saúde das crianças não pode ser tratada como arma eleitoral. E a voz das mães jamais será silenciada.
