Uma operação do Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), investiga um suposto esquema de agiotagem que teria atuação em Manaus e envolveria um policial militar e três advogados.
Segundo as investigações, o grupo é suspeito de conceder empréstimos com valores que chegavam a R$ 200 mil, cobrando taxas de juros entre 30% e 70% ao mês. As apurações também indicam que as cobranças eram feitas por meio de intimidação psicológica contra os devedores.
Durante o cumprimento dos mandados judiciais, equipes apreenderam dinheiro em espécie, veículos, joias, aparelhos celulares e documentos que poderão auxiliar no andamento das investigações. Além disso, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias ligadas aos investigados.
De acordo com o MPAM, diversas vítimas já foram identificadas, sendo a maioria formada por servidores do Poder Judiciário. O prejuízo total causado pelo suposto esquema ainda está sendo apurado, assim como o período de atuação da organização criminosa.
A investigação segue em andamento e tramita sob sigilo. Até o momento, os investigados são considerados suspeitos, e a responsabilidade penal de cada um dependerá da conclusão das apurações e do devido processo legal.
Fonte confiável: informações divulgadas pelo Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) e repercutidas pela imprensa.
